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Duelo de nomes
- Carlos vs Joaquim -

em 13/10/17


Para o duelo de hoje, escolhi dois nomes muito tradicionais, que se usaram imenso na primeira metade do século XX mas que, entretanto, foram perdendo o brilho e deixaram de apelar da mesma forma aos pais portugueses. 
Apesar da perda de popularidade ter afectado ambos, acho que gozam de um estatuto ligeiramente diferente. Na minha opinião, Carlos é um dos nomes clássicos portugueses, mas tenho alguma dificuldade em incluir Joaquim nesta categoria, porque desde os anos 80 que se usa manifestamente menos, se nos lembrarmos que estava no top 10 até 1960. É discutível, mas creio que, durante algum tempo, ficou ligeiramente datado e um clássico não passa de moda. Contudo, face ao conjunto de nomes que temos visto ressurgir, parece-me que Carlos e Joaquim podem voltar novamente a fazer parte das listas dos futuros pais. 
O que pensam destes nomes? Qual deles vos parece mais usável? Qual é o vosso preferido? Não se esqueçam de votar! 

Atualização - resultado da sondagem: 




Carlos

em 07/02/17


Já andava há muito com vontade de revisitar os nomes clássicos portugueses, porque não são nomes muito apaparicados aqui no blog. Reconheço-lhes todas as virtudes, são muito simpáticos, escolhas coerentes com a nossa cultura mas raramente integram as minhas listas de favoritos, por serem muito comuns, ouvidos em todo o lado, a toda a hora. São óptimos, apenas não são para mim. Como é evidente, nesta lista de clássicos está Carlos que, nas suas imensas variantes, também é um clássico a nível internacional.
Com origem no germânico Karl, significa "homem" mas há também quem o relacione com "forte". E sim, Carlos é mesmo sinónimo de homens fortes, como o ilustra Carlos Magno, imperador romano e principal difusor do nome, sobretudo na Europa que, mais tarde, o foi reproduzindo pelas suas casas reais e Portugal não foi excepção. Quem não se lembra da aula de história em que fomos confrontados com o regicídio de D. Carlos?! Apesar de, com todo o mérito, integrar a lista de nomes aristocráticos [no longínquo ano de 2011, contei 12 nas casas reais europeias], Carlos é, na minha opinião - e sem nenhum desprimor! - um nome muito simples e até dá que pensar que uma das suas variantes femininas, Carlota, seja considerado tão elitista! 
Como primeiro nome, Carlos não me apaixona, mas acho que ganha outra vida quando usado no tradicional João Carlos. O meu desencanto parece apenas acompanhar a tendência da sociedade portuguesa que, a cada ano, se tem vindo a desinteressar deste nome. Entre 1920 e 1980, Carlos era presença assídua no top 10; passou quase toda a década de 90 no top 15, conseguindo sempre ultrapassar os mil registos anuais.  Em 2000 ainda rondava o top 20 mas, em 2010, já ocupava a 45.ª posição. Deixo-vos com um pequeno histórico dos últimos anos: